A Sharing economy – ou economia colaborativa – nada mais é do que um sistema de troca de bens ou de serviços dentro da comunidade. Rentáveis ou não, esses novos sistemas utilizam da tecnologia de comunicação para revolucionar hábitos – por vezes já arraigados – estabelecendo alternativas mais vantajosas no mercado e modificando alguns paradigmas já consagrados, fazendo o mundo se adaptar a esses novos modelos.
Realizar negócios rápidos e em alguns cliques pelo seu smartphone, tablet ou computador já conquistou o nicho jovem conectado e vem abrangendo diversas classes sociais e econômicas, causando certo barulho por onde passa, a exemplo do Über. Quando implantamos novas plataformas é perfeitamente normal que haja resistência cultural e burocrática inicialmente, mas devemos ter como premissa de que não é possível remar contra o progresso. Ele é grande e hora ou outra vai ultrapassar você.
O Über vem sofrendo represálias por onde se estabelece, aqui no Brasil manifestações começaram a acontecer em 2014. Alguns taxistas e algumas corporativas de táxi rebelaram-se contra o aplicativo e chegam a ameaçar os usuários durante corridas.
Diferente do aplicativo de automóveis, o setor de hotelaria ainda não se pronuncia violentamente contra o Airbnb, mas sabe do risco que ele é para seu mercado. O único contraponto que a startup vem tendo em alguns países é com a legislação local – O Airbnb tem interesse em soluções para se adequar à legislação brasileira, por exemplo, assim como já se adequou nos Estados Unidos, aonde opera sem sobressaltos. Contudo ainda não existem leis que ditem qualquer coisa sobre aplicativos como o de locação de curta temporada. Se não existe lei referente, não existe lei tributária e não existe imposto pago. E os Hotéis, saindo em desvantagem nesse aspecto, buscam uma equiparação de direitos.
Fato é que a economia colaborativa cresce em disparada e conter ela seria desperdício de tempo. Com preços mais acessíveis e experiências novas, se o mercado tradicional não adaptar seus planos poderá facilmente ser engolido pelo peer-to-peer.

