Quem acompanha as principais notícias do país já deve ter se deparado com reportagens sobre o Über e sobre o Airbnb. Pra quem desconhece o que são esses serviços parece estranho os ver semanalmente envolvidos em polêmicas, não é mesmo?
O Airbnb e o Über nada mais são do que plataformas de economia colaborativa, ou seja, é um modo diferente de capitalizar negócios e ambos trouxeram inovações aos mercados que disputam. Como prever que pessoas começariam a oferecer serviços enraizados por setores há décadas? De repente – se você tinha um carro e um tempo livre – poderia trabalhar como motorista e oferecer seus serviços às pessoas que buscavam alguma alternativa ao táxi. Ou então, um quarto, uma cama ou até mesmo sua casa inteira poderia em alguns cliques oferecê-los para aluguel de diárias ou até de alguns meses – uma mescla de hotel e de imobiliária particular em um site só. Quem sempre sonhava em ter o próprio negócio mergulhou de cabeça.
Que é ótimo desfrutar de novas tecnologias ninguém tem dúvidas, mas e quando a nossa legislação não as acompanha? A maior reivindicação da concorrência é que – por não ter base legal ainda – essas plataformas não pagam impostos, gerando um lucro bem maior comparado aos que pagam. Com lucro maior pode se oferecer serviços mais baratos, e com a explosão desses serviços nas grandes mídias a concorrência, segundo eles, tornou-se desleal. Mas pode um site que às vezes oferece somente um quarto em uma casa simples e confortável concorrer com hotéis? Estariam os consumidores mudando seus conceitos ao escolherem serviço x ao invés de y?
O que você pensa sobre o assunto? Vamos debater aqui nos comentários?
