A Sharing economy – ou economia colaborativa – nada mais é do que um sistema de troca de bens ou de serviços dentro da comunidade. Rentáveis ou não, esses novos sistemas utilizam da tecnologia de comunicação para revolucionar hábitos – por vezes já arraigados – estabelecendo alternativas mais vantajosas. Por esses motivos há quem atribua a economia colaborativa alguns poderes como a redução do consumismo e desperdício, visto que todas as coisas podem ser compartilhadas.
Hoje é possível lucrar compartilhando veículos, acomodações, jantares e até mesmo espaço de trabalho. O sistema todo deste tipo de economia é reutilizável. Segundo Nicolau Reinhard, especialista em tecnologia da informação da USP, a disseminação da economia colaborativa no país é vantajoso para todos os envolvidos: “Eliminamos os intermediários e os custos de uma estrutura formal de comércio”, diz Reinhard. E mesmo quem não tem possibilidade de dedicar-se integralmente a esse tipo de negócio pode ganhar dinheiro, ou pelo menos poupá-lo, ao incluir algum hábito de compartilhamento em sua vida.
Em tempos de crise não nos resta dúvida quanto ao poder da economia colaborativa. Prova disso é o Airbnb – plataforma aonde você pode disponibilizar uma acomodação ou um imóvel inteiro para aluguel de curta temporada – que atualmente possui um valor de mercado superior ao de grandes redes de hotelaria como o Hyatt, por exemplo. O site já hospedou mais de 10 milhões de turistas, e aqui no Brasil aumentou sua visibilidade durante o período da Copa do Mundo. Surfando nos milionários números do Airbnb, também surgiram startups que auxiliam no processo gerencial dessas novas plataformas.
No Brasil a primeira do ramo é a Simple Guest, criada por curitibanos usuários do site que percebiam que alguns usuários encontravam dificuldades no processo gerencial da plataforma de aluguéis de curta temporada. Para auxiliar nisso, a startup contratou um time de especialistas no assunto para gerenciar todo o processo de locação e comunicação com o hóspede e o serviço profissional aumentou em até 90% o lucro dos usuários.
Segundo a Forbes, empreendimentos colaborativos movimentaram mais de 110 bilhões de dólares em todo o mundo só em 2014. Acredita-se que esses números crescerão nos dados de 2015, o que nos faz acreditar que – mesmo em meio a crise – quem optou por diversificar seu mercado não está sentindo tanto em seu bolso.
Em épocas difíceis, e com a inflação em alta, devemos saber aproveitar as novas situações ao máximo. Em uma de suas palestras o economista Ricardo Amorim citou a lamentável situação econômica do Brasil, mas alertou os convidados e os brasileiros da seguinte forma: “No fundo, o grande recado que eu queria deixar pra vocês e pro Brasil é: nunca desperdice uma boa crise! Estamos muito perto do fundo do poço, mas isso significa que também estamos mais perto da virada”

